5 erros que podem enfraquecer a defesa técnica da empresa em uma perícia trabalhista

Em uma reclamação trabalhista envolvendo alegações de insalubridade ou periculosidade, a qualidade da defesa da empresa não depende apenas dos argumentos jurídicos apresentados no processo.

A informação técnica, a documentação de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e o acompanhamento adequado da perícia podem ser determinantes para demonstrar as reais condições de trabalho.

Muitas empresas possuem bons procedimentos de segurança, mas acabam encontrando dificuldades para demonstrá-los tecnicamente durante uma demanda trabalhista.

Neste artigo, apresentamos 5 erros que podem enfraquecer a defesa técnica da empresa e como evitá-los.

1. Não conhecer a atividade realmente desempenhada pelo trabalhador

Um dos principais erros é basear a defesa exclusivamente na descrição do cargo.

O nome da função registrado na empresa não é suficiente para demonstrar quais atividades eram efetivamente realizadas.

Em uma perícia trabalhista, é importante compreender:

  • quais atividades eram realizadas;
  • com que frequência;
  • durante quanto tempo;
  • em quais ambientes;
  • quais equipamentos e produtos eram utilizados;
  • quais procedimentos eram adotados;
  • quais riscos estavam efetivamente presentes.

A realidade encontrada no ambiente de trabalho deve estar coerente com os documentos apresentados no processo.

Uma descrição genérica da função pode não ser suficiente para esclarecer a exposição alegada pelo trabalhador.

2. Apresentar documentos desatualizados ou inconsistentes

PGR, LTCAT, PPP, PCMSO, avaliações ambientais, treinamentos, fichas de EPI e demais documentos de SST devem refletir, de forma coerente, a realidade da empresa.

Um problema comum ocorre quando existem informações diferentes entre documentos.

Por exemplo, o PPP pode apresentar determinada informação sobre uma atividade, enquanto o LTCAT ou outro documento técnico apresenta uma condição diferente.

Essas inconsistências podem gerar questionamentos durante a perícia.

Por isso, é importante realizar periodicamente uma análise de consistência da documentação de SST.

3. Não acompanhar adequadamente a perícia

A perícia é uma etapa fundamental para o esclarecimento das condições de trabalho discutidas no processo.

A empresa pode apresentar documentos, informações e argumentos no processo, mas é durante a diligência que o perito poderá verificar as condições existentes no ambiente e obter informações sobre as atividades.

O acompanhamento por um assistente técnico especializado em Segurança do Trabalho permite que a empresa tenha suporte técnico durante essa etapa.

O assistente técnico pode contribuir para:

  • acompanhar a inspeção;
  • apresentar informações técnicas;
  • esclarecer as atividades realizadas;
  • analisar os ambientes e condições de trabalho;
  • formular quesitos;
  • acompanhar os esclarecimentos;
  • analisar tecnicamente o laudo apresentado pelo perito.

4. Aceitar o laudo pericial sem uma análise técnica detalhada

Outro erro comum é considerar que o laudo pericial é necessariamente incontestável.

O laudo deve ser analisado tecnicamente, verificando se as conclusões estão de acordo com as condições observadas e com os critérios técnicos e normativos aplicáveis.

Entre os pontos que podem ser avaliados estão:

  • metodologia utilizada;
  • atividades efetivamente analisadas;
  • agentes ou situações de risco identificados;
  • tempo e frequência de exposição;
  • caracterização da área de risco;
  • enquadramento nas normas aplicáveis;
  • equipamentos de proteção;
  • informações fornecidas durante a perícia;
  • coerência entre os fatos observados e as conclusões apresentadas.

Quando existem inconsistências, omissões ou conclusões que não correspondem às condições efetivamente verificadas, a empresa pode precisar apresentar manifestação ou impugnação técnica ao laudo.

5. Procurar assistência técnica somente depois que o problema acontece

A assistência técnica não deve ser vista apenas como uma medida para contestar um resultado desfavorável.

Uma atuação mais eficiente começa com a preparação para a perícia.

Antes da diligência, é possível organizar informações sobre as atividades, documentos, ambientes, equipamentos, processos produtivos e histórico de exposição.

Essa preparação permite que a empresa apresente uma visão técnica mais consistente sobre a realidade do trabalho.

A defesa técnica começa antes da perícia

Uma perícia trabalhista não deve ser tratada como uma simples formalidade.

Quando existe uma discussão sobre insalubridade ou periculosidade, é fundamental que a empresa consiga demonstrar tecnicamente a realidade das condições de trabalho.

Documentação adequada, conhecimento das atividades, acompanhamento da diligência e análise criteriosa do laudo são elementos que podem fortalecer a atuação da empresa no processo.

Como a Marcelino Engenharia pode ajudar?

A Marcelino Engenharia Segurança do Trabalho atua no suporte técnico a empresas e escritórios de advocacia em demandas envolvendo Segurança e Saúde no Trabalho.

Entre os serviços estão:

  • Assistência técnica em perícias trabalhistas;
  • Análise de perícias de insalubridade;
  • Análise de perícias de periculosidade;
  • Elaboração de quesitos técnicos;
  • Acompanhamento de diligências periciais;
  • Análise e manifestação sobre laudos periciais;
  • Apoio técnico em impugnações;
  • Análise de documentos de SST;
  • Avaliação técnica das condições de trabalho.

O objetivo é transformar as informações técnicas da empresa em uma defesa mais consistente, fundamentada e alinhada à realidade do ambiente de trabalho.

Sua empresa possui uma perícia trabalhista em andamento?

Conte com suporte técnico especializado para acompanhar essa etapa.

Marcelino Engenharia Segurança do Trabalho
Assistência técnica e Engenharia de Segurança do Trabalho.

📩 Entre em contato para avaliar a necessidade de suporte técnico no seu processo.

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